Mostrar mensagens com a etiqueta Danilo Bueno. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Danilo Bueno. Mostrar todas as mensagens
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
" M. António was here "
Agora estamos quites
Manuel António,
Eu aqui, você, sabe-se lá
Qual é a diferença
Entre o depois e o que há?
Nenhum real e todo o real
Isto: uma arte da memória?
Escuto a mim e ao mundo
O logro do além e do aquém
O lugar sem qualquer lugar
Manuel António
Bueno, Danilo. Antologia Poética, É que os hussardos chegam hoje. São Paulo: Editora Patuá, 2014, p 43.
.
.
.
domingo, 7 de setembro de 2014
Nunca chamei algo pelo seu próprio nome
Sequer retratei meus contemporâneos
Evadido dos princípios regressei à sobrevivência
Agora assumo a promessa dos meus punhos
A canção derradeira do estremecimento
Outra vez somos o colapso e o instante
Um abismo que sabe chorar
Para largamente desaprender as posturas
As conveniências
Ser todo brutal forasteiro sempre
Beijar o terrível sorriso do idiota
Nunca chamei algo por nome algum
Hesitei em estabelecer qualquer saída
Sou a duração da espera oblíqua
O semblante do tempo que falta
Ao giro ausente da próxima manhã
Bueno, Danilo. Uma Confissão Na Boca Da Noite. São Paulo: Editora Córrego, 2013.
.
.
Quem já esperou um trem um avião
Quem já dançou
Cantando os hinos do afeto
Nesta manhã reli todas as cartas
Eram precárias futilidades
Severo das convicções mais comoventes
Ressaltei apenas o espectro do mundo
Tenho bolsos somente para contar as moedas
Do trem que partiu indefinidamente
Do lance que perdi
Envelheço sem idade até que todos passem
Como um risco em meu rosto
A espera em sua cicatriz nenhuma
Apelo do desejo em seu sopro
De ruas perdidas e desejadas
Pudera o sono ser maior que a carne
Do que esta insônia às três da tarde
A beleza é de quem a despreza
Bueno, Danilo. Uma Confissão Na Boca Da Noite. São Paulo: Editora Córrego, 2013.
.
.
Subscrever:
Mensagens (Atom)