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sexta-feira, 13 de abril de 2018



A Revista Digital Galega Palavra Comum - Artes e Letras antologiou e publicou ontem (2018-04-12) alguns textos meus.
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A seleção e edição dos textos é da responsabilidade do poeta Tiago Alves Costa.
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Ver aqui:  http://palavracomum.com/5-poemas-de-victor-oliveira-mateus/
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quarta-feira, 14 de março de 2018


Nota - o poema que se segue é uma pré-publicação. Foi escrito diretamente em castelhano mas irá ser traduzido para curdo e irá integrar uma obra coletiva a sair brevemente na Alemanha, em curdo, e onde alguns escritores europeus manifestam o seu repúdio pela entrada das tropas turcas no Curdistão sírio.
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                         Un monstruo sobre Afrin



                              Les Turcs ont passé lá. Tout est ruine et deuil.

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Un monstruo desciende del norte.
Trae en sus manos la baba
de antíguas traiciones, la sangre
de los imperios que tuvo y quiere.

El monstruo no tiene brazos
sino tentáculos,
lianas de ponzoña,
de lama sofocando ciudades,
caminos, esperanzas.

Sin embargo el monstruo,
(com sus deseos de monstruo)
olvida las lecciones de la historia
que en sus garras acecha y brota,
y de él no quedará ni memoria
cuando llegue el día de su derrota.
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©  Victor Oliveira Mateus (Inédito)
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quinta-feira, 11 de janeiro de 2018


      As palavras e a máscara


Para que servem as palavras
que nunca cheguei a dizer?
As justificações?
Um cabriolar de motivos,
que, por mais autênticos e verdadeiros,
lerias como farsa
para um palanque que o tempo não poupou.
De que serve falar do não pensado
ou do pensado sem rigor nem previsões;
dessa loucura antiga
que a vida inteira puniu
como um resgate
do que em mim emenda nunca tivera
nem sequer diminuição?:
pagamento desmedido;
tormento por um gesto descuidado,
estouvamento;
máscara com que ainda hoje disfarço
aquilo que não tem nome.
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Mateus, Victor Oliveira. folhas - letras & outros ofícios 15. Aveiro: Grupo Poético de Aveiro, 2017, p 129.
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Dá-me a tua ausência.
Esse rigor absoluto
onde o silêncio se mistura
com a pacificação sem remédio
de nada querer.
Devolve-me esse espaço,
onde a imaginação desenhou
ilhas de possíveis
e, crédula, não vislumbrou
a lâmina acerada do tempo.
Concede-me,
num lampejo puro e definitivo,
a vasta plenitude do vazio,
esse vazio em que tudo
se acabará transformando,
tudo, mesmo as imagens
que um dia suspeitámos
demasiado certeiras e coloridas.


   Mateus, Victor Oliveira. folhas - letras & outros ofícios 15. Aveiro: Grupo Poético de Aveiro, 2017, p 128.
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terça-feira, 19 de setembro de 2017

Pré-publicação:
o original em português e a versão espanhola sairão no próximo número de Crátera Revista de Critica y Poesia Contemporánea.
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     As palavras e a máscara


.Para que servem as palavras
que nunca cheguei a dizer?
As justificações?
Um cabriolar de motivos,
que, por mais autênticos e verdadeiros,
lerias como farsa
para um palanque que o tempo não poupou.
De que serve falar do não pensado
ou do pensado sem rigor nem previsões;
dessa loucura antiga
que a vida inteira puniu
como um resgate
do que em mim emenda nunca tivera
nem sequer diminuição?:
pagamento desmedido;
tormento por um gesto descuidado,
estouvamento;
máscara com que ainda hoje disfarço
aquilo que não tem nome.
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.              Victor Oliveira Mateus
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      Las palabras y la máscara
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¿Para qué sirven las palabras
que nunca llegué a decir?
¿Las justificaciones?
Un cabriolar de motivos,
que, por muy auténticos y verdaderos,
leerías como farsa
hacia un palenque que el tiempo no arruinó.
¿De que sirve hablar de lo no pensado
o de lo pensado sin rigor ni previsiones;
de esa locura antigua
que la vida entera punió
como un rescate
de lo que en mí nunca había tenido enmienda
ni siquiera atenuante?
Pago desmedido;
tormento por un gesto descuidado,
atolondramiento;
máscara con la que aún hoy disfrazo
aquello que no tiene nombre.
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                   Victor Oliveira Mateus (Trad. José Ángel García Caballero)
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segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Pré-publicação:


                             Jeanne


Bem podia ter partido de outro modo,
Madame Moreau. De overdose na flor
da idade, no banho electrocutada
ou com uma síncope durante as filmagens,
enfim, algo de inesperado, de espectacular.


As pessoas hoje, Madame Moreau,
não se interessam por vidas longas dedicadas
ao que quer que seja e que a si se acrescentem
na suprema tarefa de estar vivo.


O que mais dá, hoje, Madame Moreau,
são as retinas enxameadas de cor,
as rotinas borbulhando delírio.
Bem podia ter partido de outro modo,
de facto podia, mas ainda bem que o não fez.
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                                    Victor Oliveira Mateus



Nota- poema escrito de um jacto a 1 de agosto de 2017, dia imediatamente a seguir ao da morte de Jeanne Moreau.
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terça-feira, 16 de maio de 2017


   La Revista Cultural "El Cobaya", editada por el Ayuntamiento de Ávila dedicará el número 27 de su segunda etapa a la poeta Gloria Fuertes (Madrid, 1917 - Madrid, 1998), coincidiendo con el centenario de su nacimiento.
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   Este post é uma pré-publicação com a minha colaboração, em castelhano,  na obra acima referida.
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.  " Pájaro extraño con levedad al fondo"


                                          A Gloria Fuertes


Cuando la infancia es un terreno
baldio pero luminoso
y en él las raíces se cuelan
por las ventanas y balcones

Cuando las palabras irradiam
nuevo decir, mirada profunda;
mirada de pájaro infrecuente
con extraña levedad al fondo

Cuando la risa no es gratuita
ni siquiera trampa
profanando dulce candidez
que en tu decir ebulle

Entonces leerte es tarea apetecida
inesperado encuentro
que dota de sentido a la vida.



     Victor Oliveira Mateus, traducción A.P. Alencart (pré-publicação)



O poema no original:


      "Pássaro raro com leveza ao fundo"


                                       A Glória Fuertes


Quando a infância é um terreno
baldio mas luminoso
e nele as raízes se infiltram
pelas janelas e terraços

Quando as palavras irradiam
novo dizer, olhar profundo;
olhar de pássaro raro
com estranha leveza ao fundo

Quando o riso não é gratuito
nem sequer armadilha
a profanar dócil candura
que em teu dizer fervilha

Então ler-te é tarefa apetecida
inesperado encontro
que dota de sentido a vida.


                                 Victor Oliveira Mateus
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domingo, 7 de maio de 2017


   A Revista equatoriana de Literatura "Metaforologia Gaceta Literaria" lançou hoje uma seleção de poemas meus escolhidos por Ana Cecília Blum. Estes poemas foram por mim publicados, ao longo dos anos, em livros que saíram nas Editoras: Labirinto, Coisas de Ler e Hariemuj. As traduções estão devidamente assinaladas e pertencem a Alfredo Pérez Alencart, Marta López Vilar e Marcela Fillipi. Esta pequena Antologia vem acompanhada da reprodução de um quadro do pintor espanhol Miguel Elías e de uma recensão dessa grande Poeta e Crítica Literária do Equador que é a Ana Cecília Blum. Grato a toda esta equipa; um imenso obrigado...  que vai de Roma a Quito.
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Ver aqui:
http://metaforologia.com/victor-oliveira-mateus/    (Terão de introduzir diretamente o endereço no motor de busca! Problemas que tentarei solucionar em breve! )

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terça-feira, 21 de fevereiro de 2017


   PER IL DESERTO LE MIE MANI

                          24


Abito nella estesa curva delle arene
la somma di tutte le vastità, solo aride all' apparenza,
dove ciò che è lontano
si spiega come la ovvia semplicità delle cose pure.
Abito questo esteso continente, dove, nell' eroismo cieco
di non volere nulla, gli uomini vivono nello splogliarsi di
tutto: possessi, statuto, fama... Fama? Che è, alla fine,
la fama? Una statua di bronzo
dove le colombe meticolosamente depositano i loro sus escrementi.
Abito la carezza del sole sul  mio volto.
Abito gli aromi forti del quartiere coatto: il riso di zafferano,
il fumante tè di anice in un bicchiere di vetro grosso.
Abito l' ancorato aprirsi delle pareti, come da me si
sciolglie tuto il desiderio vuoto.
Abito questa condizione di Forestiero; irrevocabile pezzo di nulla,
questo è, abito come chi parte.


  Mateus, Victor Oliveira. Pelo Deserto as Minhas Mãos. Carcavelos: Coisas de Ler Edições, 2004, p 57 (Tradução de Stefana Di Leo).
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      PER IL DESERTO LE MIE MANI

                            19


Non ebbi mai cura della mia vita,
ma sì dei miei sogni, che sonmo fedeli e veri
e portanto con se l' osare e il trasgerdire, quando, il nord
non mi guida, mettono la tenace luminosità che ammorbidisce e nutre

Ma fui sospettoso, nonostante fosse necessario, davanti qualsiasi
sbaglio. E della sabbia verso il sole insisto la Luce, contro
ciò che è solito. Insisto e tu rimani, oh memoria inconsolabile, faro
che rifulgi nella oscurità acida della terra - irreducibile solitudine
di tutti i Viandanti.

Mai ebbi cura della mia vita
ma sí dei miei sogni, che sonmo belli e non sottomessi davanti
il disordine che regna oggi.


  Mateus, Victor Oliveira. Pelo Deserto as Minhas Mãos. Carcavelo: Coisas de Ler Edições, 2004, p 47 (Tradução de Stefana Di Leo).
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   PER IL DESERTO LE MIE MANI

                                  1


Su questa terra mi corico e dico sole.
Lo dico nella pertinente comodità della dimora, dove di notte
le donne, tutte vestite di speranza, adornano con piccole
conchiglie la tremenda riva del silenzio

Ah, nessuno ormai osa fare un simil Viaggio!
O nenache un fragile gesto, come chi convoca, nell' incasso
delle arene, la bellezza di un riflesso; specie di visione folgorante
dove si mostra una porta propizia.

Su questa terra mi corico e dico sole.
Lo dico con la felice pena che sempre ingoio, con l' indifferenza
di due mani nella fertile aridità del Deserto.


  Mateus, Victor Oliveira. Pelo Deserto as Minhas Mãos. Carcavelos: Coisas de Ler Edições, 2004, p 11 (Traduçâo de Stefania Di Leo).
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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017



    PER IL DESERTO LE MIE MANI

                                   21


Amarti è sedermi nella piazza, di mattina presto, solo per vederti passare.
Amarti è ai tuoi occhi, al tuo sorriso complice, alle tue parole.
Amarti è inoltre che tu non mi veda, se per caso qualcuno sta vicino.
Amarti è che esistano sole, vento e stelle. E' il verde delle
acacie e delle palme e le rose di Gerico allineate
fino le cime delle dune.
Amarti è il dolce dei fichi sul tavolo, i
datteri, la voce della grande Kolthoum venuta da una finestra
in un cantico apassionado al Nilo.
Amarti è che esista la notte - ah, sopra tutto la notte! Ed è
il tuo corpo nudo, esausto, bianco come un templo, perchè
tutti i corpi sono un templo nel suolo consagrato che esiste.
Amarti è il sorriso nel volto dei fanciulli, il gracile e
danzante camminare delle done, la fonte, le acque.
Amarti è tutto, persino il mio desiderio di non amarti.


 Mateus, Victor Oliveira. Pelo Deserto as Minhas Mãos. Carcavelos: Coisas de Ler Lda, 2004, p 51 (Tradução de Stefania Di Leo).
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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017


  COMMENTO DI ADRIANO A YOURCENAR


Siamo i viaggi che facemmo, l' ansia di incontrare
nella confusione degli uomini tutte le città che dovevamo
construire. Siamo questa immortalità alla quale gli dei
ci condannarono e che ora godiamo con irriverente
naturalezza che alcuni scambiano per fredezza
pedante o per un aristocrazia che in veritá
non sentiamo mai. Siamo l' azzurro inconfondibile dell' Egeo
con le sue isole e templi, con le sue rovine e colline
dove le voci più antiche si alzano,
per poi invischiarsi nell' agitata distrazione
degli uomini. Siamo questo vuoto che rimase, questa memoria
dalla quale nessuno di noi riesce a fuggire: tu a vigilare
un cancro spietato, io con un avvocato fra le braccia.
Entrambi sconfitti prima del tempo! Entrambi con tuta
la gloria che ci insisteva, nonostante la nostra stanchezza,
il nostro isolamento, la nostra fame di silenzio.
Siamo questa colpa per non esserci compresi,
per non avere saputo leggere tenerezza e merito,
per avere lasciato ciò che alla fine era
bene nostro per diritto e per affetto. Siamo questo fuoco
che non ha nome. Questo mostruo che ancora ci devora
ed avvelena le mattine, quando, insonni,
cercavamo ciecamente la penombra e non incontravamo
i loro volti, i loro volti che si prolungavano
oltre noi, il loro respirare che ci alimantava la vita
e la cui assenza ci disegna oggi questa morte
che si avvicina. Siamo questa sfortunata notte,
questo tremante deambulare, che, nel soffio d' ordine
del mondo, aspetta la barca che ci restituirà
tutto ciò che non abbiamo curato come dovevemo.


   Mateus, Victor Oliveira. Clepsydra, Antologia Poética. Lisboa: Coisas de Ler, 2014, p 182 ( Coordenação: Gisela Ramos Rosa. Tradução: Stefania Di Leo).
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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017


     DI FRONTE ALLO SPECCHIO


                                          né la pietra di un palazzo,
                                          né la pietra di una chiesa;
                                          è come te,
                                          pietra d' avventura.

                                             Leòn Felipe, Como tù


Pensatemi pietra lontana d' avventura
molto destra per esili sulla terra
e fra forme ove la vita sempre erra
in gloria traditrice che poco dura.

Disegnate il sentier' disconforme e puro
in patrie segnate da odio e guerra
che in speranza perfida vendetta erra
e arme vili scrivendo inauguro.

Pensatemi pietra e niente più! Meraviglia
Com' essa, esser cosa silente e cantante
in riva alla vita. Fra pietre e fanghiglia

inoltre passate: fugace, circostante
in cerca di quell'alba che brilla
in ciò che di me resterà-chiaro, anelante.


 Mateus, Victor Oliveira. He muerto... y he resuscitado, Antología en homenage a Léon Felipe. Salamanca: 2015 (Tradução de Stefania Di Leo).
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terça-feira, 7 de fevereiro de 2017



          CIÒ CHE FA MALE


Ciò che fa male non sono le rotture, l'allontanamento,
l' incapacità di colpire come un cancro
occulto e certo. Ciò che fa male non è
la poca consistenza con la quale si dice
questa o quella parola, questa o quella frase;
con ciò che si insistette, nonostante certi sospetti
nel grottesco montaggio di ciò che si prevedeva
molto lontano di qualsiani futuro. Ciò che fa male
non à la viscosità delle emozioni scritte
in qualche mappa anticipatamente condannata,
ma l' insistenza di un' insolubile
ricordo di fuggire, ciò che veramente
duole è svegliarsi, un giorno e scoprire
che niente di tutto ciò ebbe importanza.


  Mateus, Victor Oliveira. Gente dois Reinos. Fafe: Editora Labirinto, 2013, p 27 (Tradução de Stefania Di Leo).
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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017




  C' È UN RUMORE NELLA DISTANZA


C' è un rumore in questa distanza,
un inganno con il quale tingo le parole
in trappole che vibrano
ma non proteggono, c' è un porto,
deserto ed umido, come tutti i porti
quando tu non ci sei, e cè anche una mappa,
un antichissima mappa senza litorali
né rive, dove io risento
questa insopportabile sete di te,
come disegnando isole all' altro lato
del tempo, C' è inoltre - o sembra
esserci - un ponte... un paesaggio
minacciato - e tutto ciò, tutto, perché
c' è un rumore in questa distanza.


Mateus, Victor Oliveira. Gente dois Reinos. Fafe: Editora Labirinto, 2013, p 25 (Tradução de Stefania Di Leo).
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Nota - Stefania Di Leo poeta italiana, tradutora e Professora na Universidade de Pavia.
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domingo, 5 de fevereiro de 2017



Aquello que no tiene nombre
baja insurrecto por ele bloque de enfrente,
ondea en lo alto del poste,
habla en los desabrigados claros
del silencio.
Aquello que no tiene nombre
invade las calles, las ciudades, los oceános
donde todo despierta:
capullo de misterio, fuente originaria,
partícula infinita en este viaje
lleno de señales y luces de despedida.
Aquello que no tiene nombre
por momentos se oculta,
pero luego se yergue
y me tiñe de azul la vida.


   Victor Oliveira Mateus ( Traducción del portugués: José Ángel García Caballero) in Álora, La Bien Cercada Nº 33, Diciembre, 2016. Málaga: 2016, p 63.
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        " Atardecer "


Apreso esta tarde que se aproxima
entre el rumor vacilante de los álamos
y el latido casi humano de las casas.
Apreso el desamparo agreste de los páramos,
donde mi sombra - con pinceladas
de nieve - va dibujando temerosa
la imponderable presencia del sueño.
Apreso también, especialmente, una mirada
que desde lo aparente se derrama
en busca del más oculto hilo de silencio.
De silencio y de sentido.
Lugar donde las palabras
se acaban afirmando y donde el dolor
- ese destino ineludible y solitario -
es un "lobo devorador
que se calla (sólo) un instante
para después morder mejor" .(1)


(1) Paráfrasis de los versos finales del poema "Dolor", de Juan Ruiz Peña. Versos Juntos, p. 61.
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 Victor Oliveira Mateus (Traducción de A. P. Alencart), in Peña, Juan Ruiz. Umbrales de la memoria, Antología. Salamanca, 2015, p 350 (Edición y selección: Blanca, Juan, Pilar y Marta Barrionuevo. Introducción y notas: Carmen Ruiz Barrionuevo.
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quinta-feira, 27 de agosto de 2015

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XII 4


Ahora las diosas ya no bajan al Pireo incentivando a sus audaces protegidos, ni siquiera se sientan alrededor de Zeus padre, mirando hacia dentro del Canto V de la Ilíada, para después -prudentemente- tomar partido por Afrodita o por Atenea. Ahora las bellas y sobrehumanas ya no inspiran ni a Teócrito ni a Píndaro, ni limpian la mirada de Heródoto o de Tucídedes. Ahora las diosas ya no quieren ser inmortales y se sientan de madrugada en los bancos de Cais do Sodré bebiendo cerveza y recuperando, com el aire del río, las inflamadas mucosas nasales. Ahora las diosas - aún tan jóvenes y deseables - no bailan ya al volver de las aras de Lesbos o de Samos, perdieron las guirnaldas en el tranvía 28, rasgan sus túnicas en las terrazas de Príncipe Real y despiertan a un nuevo día - sin ni siquiera pensar en Lorca - allá por las cinco de la tarde. Ahora las diosas usan hasta pequeños esprays de bolsillo, no vaya algún fauno beodo a decir que su pecho arde   por ellas todavía.


Victor Oliveira Mateus, Negro Marfim (Ed. Labirinto, 2015. Trad. José A. García Caballero)
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terça-feira, 11 de agosto de 2015

Nota - Segue-se um dos meus poemas preferidos e que também integrará a obra já referida.
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       COMENTARIO DE ADRIANO A YOURCENAR




Somos los viajes que hicimos, el ansia de encontrar
en el alboroto de los hombres todas las ciudades que debíamos
construir. Somos esta inmortalidad a la que los dioses
nos condenaron y que ahora disfrutamos con la irreverente
naturalidad que algunos entienden por frialdad
pedante o por un aristocratismo que en verdad
nunca sentimos. Somos el azul inconfundible del Egeo
con sus islas y templos, con sus ruinas y colinas
donde las más antiguas voces todavía se levantan,
para después enmarañarse en agitada distracción
de los hombres. Somos este vacío que quedó, esta memoria
de lo que ninguno de nosotros consigue huir: tú a vigilar
un cáncer despiadado, yo con un ahogado entre los brazos.
¡Ambos derrotados antes de tiempo! Ambos con toda
la gloria que nos insistía, a pesar de nuestro cansancio,
de nuestro aislamiento, de nuestra hambre de silencio.
Somos esta culpa por no habernos entendido,
por no haber sabido leer ternura y merecimiento,
por haber dejado escapar lo que al final era
bien nuestro por derecho y corazón. Somos este fuego
que no tiene nombre. Este monstruo que todavía nos devora
y envenena las mañanas, cuando, insomnes,
tanteamos a ciegas la penumbra y no encontramos
sus rostros, sus cuerpos que se prolongan
de nosotros, su respirar que nos insufla la vida
y cuya ausencia nos dibuja hoy esta muerte
que se aproxima. Somos este aciago anochecer,
este trémulo deambular, que, en el soplo ordenador
del mundo, espera la barca que nos devolverá
todo aquello que no cuidamos como debíamos.




                                            (Traducciones de A. P. Alencart)
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