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domingo, 15 de março de 2015

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Porque _ Me fecham o Paraíso?
Cantei _ alto de mais?
Mas _ sei falar num leve tom "Menor"
Tímida como Pássaro!

Não me querem os Anjos pôr à prova _
Somente _ uma vez _ mais _
A _ ver _ se eu os iria perturbar _
Mas não _ fechem a porta!

Oh, fosse _ eu _ o Cavalheiro
O da "Túnica Branca" _
E eles _ a Mão _ que leve ali batia _
Será que _ eu _ proibia?


  Dickinson, Emily. Duzentos Poemas. Lisboa: Relógio D'Água Editores, 2014, p 411 (Tradução: Ana Luísa Amaral).
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Eis a minha carta ao Mundo,
Que nunca Me escreveu _
Notícias simples que, terna e Nobre _
Contou a Natureza


Foi dada a sua Mensagem
A Mãos que eu não posso ver _
Gentis _ patrícios _ por Seu Amor _
Dai-Me terna sentença


 
   Dickinson, Emily. Duzentos Poemas. Lisboa: Relógio D'Água Editores, 2014, p 363 (Tradução: Ana Luísa Amaral).
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quarta-feira, 11 de março de 2015





Mostrei-lhe Cumes que ela nunca vira _
"Sobes?", disse eu
Ela disse - "Não" -
"Comigo" - disse eu - Comigo?
Mostrei-lhe Segredos _ o Ninho da Manhã _
A Corda que as Noites estenderam _
E agora _ "Convidas-me a ficar?"
Ela não soube bem se dizer Sim _
E então, eu afrouxei a minha vida _ E ali,
Para ela, brilhou solene a Luz,
Tão mais quanto mais longe a sua face _
Como podia ela, ainda, dizer "Não"?




   Dickinson, Emily. Duzentos Poemas. Lisboa: Relógio D'Água Editores, 2014, p 171 (Tradução: Ana Luísa Amaral).
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terça-feira, 10 de março de 2015



Vai até Ele! Carta feliz!
Diz-Lhe _
Diz-Lhe da página que não escrevi _
Diz-Lhe _ que eu disse só Sintaxe _
Mas pus de lado o Verbo e o pronome _
Diz-Lhe como voavam os meus dedos _
Se arrastavam depois _ tão _ devagar _
Que desejavas ter olhos no papel _
Para veres o que os fazia mover _


Diz-Lhe _ que não foi Escritor Experiente _
Adivinhavas _ pela frase tão esforçada _
Ouvias o Corpete em luta, atrás de ti _
Como se segurasse de uma criança o querer _
Quase te comoveste _ tu _ com tal labor _
Diz-Lhe _ não _ aí podes fingir _
Pois o Seu Coração se partiria ao saber _
E a seguir tu e eu, ficámos mais caladas.


Diz-lhe _ do fim da Noite _ antes de terminarmos _
E o Relógio gritava e repetia "Dia" !
E tu - tão ensonada _ a implorar o fim _
O que faltava de falar _ então?
Diz-lhe _ como ela te selou _ Cuidando!
Mas _ se Ele perguntar onde te escondes
Até amanhã _ carta Feliz!
Gesto Coquette _ faz que Não !




   Dickinson, Emily. Duzentos Poemas. Lisboa: Relógio D'Água, 2014, p 105 (Tradução: Ana Luísa Amaral).
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